Segundas Lenguas e inmigración
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A aprendizagem de uma nova língua pode ser uma actividade apaixonante e plena de desenvolvimento pessoal. Pode ser uma obrigação quando faz parte de um curriculum de estudos, mas também é uma necessidade de primeir ordem para amplos grupos de população que, por diferentes razões, têm que viver e trabalhar ou estudar num país com uma língua diferente da própria. Neste sentido, pode-se entender a língua e a sua aprendizagem como um instrumento do desenvolvimento pessoal e de transformação social. O conhecimento e uso de uma segunda língua (L2) permitem introduzir mudanças substanciais nas próprias condições de vida, aceder à informação e, em consequência, actuar sobre o meio. No entanto, o ensino nem idiomas não sempre contempla adequadamente as necessidades e as aspirações destes colectivos de cidadãos. Por preconceitos e por estereótipos sociais, os imigrantes costumam ficar à margem de programas- tipo de ensino de línguas, porque tende a considerar-se que não têm nem a formação, nem os recursos económicos dos estudantes convencionais de idiomas. A imagem negativa do imigrante como um sujeito com múltiplas carências faz com que não se destaquem, suficientemente, as suas necessidades linguísticas. Quando se caracteriza o estudante imigrante, os componentes socioeconómicos e culturais costumam ser os aspectos mais marcados. Desta forma costumam-se obviar as variáveis contextuais que determinam o modo em se aprende e se usa uma L2 em contacto directo com a comunidade de fala de dita língua. Esta situação impoe suficientes exigências comunicativas como para que o ensino/aprendizagem de L2 necessite dispor de descrições linguísticas precisas sobre o uso da língua nesses contextos. A investigação neste campo proporciona ferramentas que permitem identificar e seleccionar conteúdos linguísticos, desenhar sequências didácticas, programas e materiais adaptados às necessidades dos estudantes imigrantes. Contudo, nem a investigação nem a didáctica podem avançar se não se parte dos trabalhos já realizados. Facilitar o acesso a parte de tais trabalhos é o objectivo deste portal. Pretendemos pôr a disposição de professores, de investigadores e de estudantes uma selecção de trabalhos, documentos e recursos didácticos que sirvam para se iniciar no estudo de L2 ou para aprofundar o conhecimento de alguns dos seus componentes básicos. O ensino e a aprendizagem de uma nova língua podem ser actividades apaixonantes de conhecimento e aproximação entre indivíduos de diferentes culturas e procedências. Para nós são também instrumentos que nos permitem tentar mudar o mundo em vivemos. Confiamos em que esta iniciativa resulte útil para todos aqueles em quem pensámos e, sobretudo, contribua para melhorar o ensino de segundas línguas aos trabalhadores imigrantes e as suas famílias. Segundas Línguas e Imigração. |
| CON EL APOYO DE | |
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Universidad de Málaga. Cursos para extranjeros. |
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Universidad de Deusto. Cursos y jornadas de lengua para inmigrantes |
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Universidad de Alcalá. Departamento de Filología. |
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Universidad de Alicante. Departamento de Filología Española, Lingüística General y Teoría de la Literatura. |
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Universidad Complutense Madrid. Facultad de Educación. Departamento de didáctica de la(s) lengua(s) y la(s) literatura(s). |
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UNED Departamento de lengua española y lingúística general. |
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Asociación Española de Lingüística Aplicada. |
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Asociación para la Enseñanza del Español como Lengua Extranjera. |
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Observatorio Atrium Linguarum. |
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Universidad Autónoma de Madrid. Facultad de formación del profesorado y educación. Área de filología inglesa. |
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Universitat Pompeu Fabra. Departament de Traducció i Filologia. |